O Tribunal do Júri de Quixadá acatou a denúncia ofertada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e condenou, na última segunda-feira (31/03), o réu P. H. B. L. a 80 anos de prisão pelos crimes de dois homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio qualificado, um roubo e um furto, cometidos nos municípios de Quixadá e Quixeramobim, no ano de 2018. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Jailton Felipe da Silva, que responde pela 1ª Promotoria de Justiça de Quixadá.
Crimes e julgamento
Segundo as investigações, na madrugada do dia 5 de janeiro de 2018, o réu invadiu o Restaurante Orleans, localizado no bairro Cedro Novo, em Quixadá, onde roubou um modem de internet e uma quantia em dinheiro. Durante o crime, um funcionário do estabelecimento que dormia no local tentou impedir a ação, mas foi brutalmente assassinado com golpes de faca. Após o homicídio, o réu ainda subtraiu uma camisa e um relógio da vítima.
Momentos depois, o vigilante do restaurante encontrou o corpo do colega ensanguentado em um quarto e, ao tentar verificar a situação, foi atacado pelo réu com vários golpes de faca. No entanto, a vítima sobreviveu graças ao capacete que utilizava, que amorteceu os golpes direcionados à sua cabeça. Mesmo ferido, o vigilante tentou reagir, mas o réu conseguiu fugir do local levando a motocicleta da vítima.
Diante da gravidade dos fatos e da soma dos crimes cometidos, o júri popular decidiu pela condenação de P. H. B. L., aplicando a pena de 80 anos de reclusão em regime fechado. O resultado do julgamento reforça o compromisso da Justiça e do Ministério Público em combater a criminalidade e garantir a segurança da população.
Repercussão
O caso gerou grande repercussão na região, especialmente pela crueldade dos crimes cometidos. O Ministério Público ressaltou a importância da atuação conjunta das instituições de segurança pública para a elucidação dos fatos e para a punição dos responsáveis. Com a condenação, a Justiça reafirma a busca por um sistema penal eficiente e justo, assegurando que crimes dessa natureza não fiquem impunes.
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